Fazer download da versão para impressão (148 Kb)
   
 

ENTREVISTAS

MIOTEC ENTREVISTA ADRIANE BERTOTTO

Adriane Bertotto é graduada em fisioterapia pelo IPA em 1993. Pós-graduada em Investigação Científica pela ULBRA em 1996. Mestre em Problemas Y Patologias Del Desvalimiento pela UCES – B.A. – Argentina em 2002. Formação em Reabilitação Uroginecológica (escola francesa) e Ginástica Hipopressiva em 2002/2003. Pesquisa em EMGs e biofeedback perineal. Consultora de Bioffedback Uroginecológico. Docente do curso de Fisioterapia do Unilasalle – RS nas disciplinas de Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia e Dermato-Funcional e Fisioterapeuta responsável pelo serviço de Fisioterapia na Uroginecologia e Mastologia na Clínica de Ortopedia e Fisioterapia Santo Antônio - POA – RS.

 
Dra. Adriane Bertotto

Miotec:
Fale-nos sobre seu trabalho na Clínica de Ortopedia e Fisioterapia Santo Antônio em Porto Alegre?

Adriane Bertotto:
O trabalho que desenvolvo na Clínica de Ortopedia e Fisioterapia Santo Antônio é totalmente voltado para a área da Fisioterapia em Uroginecologia . Além de realizarmos atendimentos preventivos e curativos na área do assoalho pélvico, desenvolve-se também a parte postural e a ginástica hipopressiva no processo de reabilitação. O trabalho é bastante inovador, tendo muitas parcerias de estudos e pesquisas com médicos da área da Urologia e Ginecologia e colegas fisioterapeutas de todo o Brasil. As áreas de atuação estão definidas em patologias urológicas e ano-retais femininas e masculinas, prostatectomizados, gestantes e na sexualidade. Estou muito feliz em desenvolver este trabalho, é um sonho e uma batalha de muitos anos como docente e fisioterapeuta, principalmente no nosso estado.

Miotec:
Desde que ano você trabalha com biofeedback uroginecológico? Como professora, pesquisadora e fisioterapeuta, como você avalia a evolução desta área aqui no Brasil, sob o ponto de vista de ensino, pesquisa e aplicação clínica?

Adriane Bertotto:
Trabalho com biofeedback uroginecológico desde 2004. Inicialmente realizamos um trabalho de conclusão do curso de Fisioterapia da Universidade, o qual apresentamos os resultados no congresso do assoalho pélvico ocorrido em Belo Horizonte no ano de 2005. Desde lá, venho estudando e trabahando em cima do biofeedback de forma mais intensa.

A área no Brasil está em forte crescimento. Atualmente, muitos congressos e pesquisas multidisciplinares envolvendo o biofeedback uroginecológico estão sendo realizadas. Estou bem impressionada com o nível científico em congressos que participo.

Quanto a aplicação clínica, o biofeedback uroginecológico, assim como, o reconhecimento do tratamento fisioterapêutico, está cada vez mais valorizado e em algumas patologias, apresenta-se como sendo o de primeira escolha do profissional médico.

Temos muito ainda que batalhar, porém, acho que de 2 anos para cá, crescemos muito, junto com os profisionais da saúde como médicos e enfermeiras que trabalham na área. Hoje, o tratamento fisioterapêutico com biofeedback é totalmente reconhecido pela Sociedade Internacional de Continência.

Miotec:
Qual é a importância do tratamento de biofeedback uroginecológico e quando é indicada sua utilização?

Adriane Bertotto:
O biofeedback é uma ferramenta importante para nós fisioterapeutas no que diz respeito ao processo avaliativo do assoalho pélvico, tornando os resultados mais aceitáveis cientificamente e reproduzíveis para o paciente e outros profissionais da área da saúde. Ele pode ser indicado em todas patologias urológicas masculinas e femininas, mas a sua eficácia e maior comprovação de êxito, tem sido nas incontinências urinárias de esforço e patologias ano-retais, principalmente por que a função do “bio” é o treinamento da musculatura do assoalho pélvico. Também podemos utiliza-lo para treinarmos o relaxamento perineal e esfincteriano, na colo-proctologia e prostatecotmizados.

O tratamento com biofeedback é tranqüilo e seguro, porém, como o biofeedback urológico, na maioria das vezes, utiliza eletodos intra-cavitários vaginais e anais, teremos que ter alguns cuidados. Existem algumas contra-indicações importantes para o intra-cavitário que são: gestantes, crianças, doenças sexualmente transmissíveis, infecção urinária e genital, bem como lesões importantes na área de trabalho.

Miotec:
Como funciona um tratamento com biofeedback, por exemplo no tratamento da incontinência urinária?

Adriane Bertotto:
O tratamento do biofeedback não é isolado, necessita de outras técnicas associadas para um melhor êxito. Inicialmente, devemos ter o diagnóstico correto do paciente, avaliarmos o caso e sugerir o tratamento. Na incontinência urinária, geralmente são utilizados eletrodos intra-cavitários e o paciente realiza protocolos de contração e relaxamento perineal, buscando a ativação, percepção, aprendizado, performance e a coordenação da contração/relaxamento do assoalho pélvico. O biofeedback se torna também, além de tratamento, uma ferramenta de avaliação e comparação dos resultados obtidos durante todo o tratamento, além de informar constantemente o paciente do estado e funcionamento da sua musculatura do assoalho pélvico.

Miotec:
Qual é o nível de aceitação do tratamento de biofeedback pelo paciente?

Adriane Bertotto:
É muito relativo e cultural. No início, muitos pacientes não querem realizar o tratamento, porém, quando se explica o tratamento e se avalia o paciente, ele tem uma visão importante do seu trabalho, e isso faz que ele busque mais o seu processo de reabilitação e a sua superação. No geral, acho que a aceitação é muito boa. A toda regra, existe a exceção.

Miotec:
Qual a diferença entre o tratamento com biofeedback e o tratamento convencional? Que ganhos o profissional e o paciente podem ter utilizando nosso equipamento?

Adriane Bertotto:
Ambos devem ser utilizados, o tratamento convencional como cinesioterapia, eletro e reeducações manuais, devem ser integrados ao tratamento com o biofeedback. A diferença é que o biofeedback nos dá uma retroalimentação em tempo real e imediata do que está se passando no assoalho pélvico do paciente, uma vez que a musculatura encontra-se “escondida”, auxiliando o paciente no melhor entendimento do seu exercício, percebendo, aprendendo, coordenando, criando e superando o processo de reabilitação. Porém, todos os tratamentos tem o seu objetivo e devem com certeza, serem integrados. Sempre vai depender da nossa avaliação. Principalmente, o paciente deve ter um bom nível de entendimento e cognição para poder utilizar-se o biofeedback.

Miotec:
Além de lecionar na Universidade, você ministra cursos de biofeedback uroginecológico. Como funciona o curso e que assuntos são abordados?

Adriane Bertotto:
Os cursos são ministrados em forma de consultorias diretas teóricos e práticos. Geralmente, realiza-se revisões de anatomia, fisiologia, patologias e tratamentos na uroginecologia e coloproctologia e após, direciona-se realmente para a conceitualização e funcionalidade do equipamento. Temos condições também de realizar muita prática, trabalhando sempre com casos clínicos e de trazer as publicações mais atuais sobre o assunto. Torna-se um curso de revisão e bastante aprendizado, gosto muito de abordar o assunto. Sou suspeita em falar, mas quando se começa a trabalhar com o “bio” e se tem um bom entendimento do equipamento, mais se quer trabalhar com ele.

 

Miotec:
Além de lecionar na Universidade, você ministra cursos de biofeedback uroginecológico. Como funciona o curso e que assuntos são abordados?

Adriane Bertotto:
Os cursos são ministrados em forma de consultorias diretas teóricos e práticos. Geralmente, realiza-se revisões de anatomia, fisiologia, patologias e tratamentos na uroginecologia e coloproctologia e após, direciona-se realmente para a conceitualização e funcionalidade do equipamento. Temos condições também de realizar muita prática, trabalhando sempre com casos clínicos e de trazer as publicações mais atuais sobre o assunto. Torna-se um curso de revisão e bastante aprendizado, gosto muito de abordar o assunto. Sou suspeita em falar, mas quando se começa a trabalhar com o “bio” e se tem um bom entendimento do equipamento, mais se quer trabalhar com ele.

 

Miotec:
Utilize este espaço para considerações finais:

Adriane Bertotto:
Acredito que a Fisioterapia em Uroginecologia e coloproctologia tem muito a crescer, mas já se tornou uma área muito científica e de bastante aceitação no nosso país. Acho muito importante empresas que produzem equipamentos, como a Miotec, estarem em parceria constante com nós fisioterapeutas e terem a preocupação de gerar produtos com segurança e qualidade. Isto torna o profissional fisioterapeuta uroginecológico, um profissional científico e de grande valia no que diz respeito aos tratamentos utilizados na área. Parabéns aos fisioterapeutas brasileiros que trabalham nesta área com muito amor e empenho.

 
Dra. Adriane Bertotto
 
Saiba mais sobre o equipamento de biofeedback uroginecológico Miotool Uro - clique aqui